A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, citou ações e posturas do governo Bolsonaro e influência das redes sociais como fatores que contribuírem para a explosão de casos de violência contra mulheres no Brasil. Foi o que ela citou ao ser questionada pelo jornalista Heron Cid, da Rede Mais e Portal MaisPB, no Podcast Direto de Brasília, do jornalista Magno Martins.
“A gente percebe que quando um governo estimula o uso de arma, quando o governo não se importa com as vidas, quando nós não temos um governo que dá uma linha, de fato isso banaliza a vida e a vida das mulheres, e aí aumenta o machismo, aumenta a misoginia, aumenta essas possibilidades todas”, disse a ministra.
Ela citou o poder das redes sociais na disseminação de discursos de ódio contra as mulheres: “O mundo está vivendo um tempo muito mais complexo. Quando as redes, as plataformas, também decidem entrar na privacidade e decidem assumir um discurso de ódio contra as mulheres – desde os deep nude, deep fake, machosfera, redpill – claro, foi uma porta aberta para que as pessoas pudessem se orientar por isso, tudo que a gente não quer e não deseja”.
Aumento dos canais de denúncia
Para Márcia Lopes, o fortalecimento de ferramentas, como o Ligue 180, tem incentivado mais mulheres a romper o silêncio e formalizar denúncias, o que impacta diretamente nos números oficiais. “Estamos fazendo uma grande mobilização nacional. Queremos e buscamos as mulheres para que elas denunciem. Muitas ainda são levadas a se calarem, seja por medo, vergonha ou por uma cultura que naturaliza a violência”, afirmou.
Márcia Lopes ressaltou ainda que o aumento dos casos não pode ser analisado de forma isolada, já que envolve múltiplos fatores, como o contexto social e cultural. Entre eles, citou a influência das redes sociais na disseminação de discursos de ódio.
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