Andei pensando em Adelaide Carraro, autora do livro “Eu e Governador”, lançado em 1963, um ano antes da revolução que nunca aconteceu – cujo personagem nunca ter sido nomeado pela autora, era o Janio Quadros. Quando o livro foi publicado o Janio não era mais nem Presidente, já tinha renunciado, e mesmo assim foi um livro ‘bomba’. Renunciar já era.
Perguntei a escritora Ana Adelaide, se eu deveria entrar para o ´mundinho político´ e ela disse não ao não.
Eu vi a fênix descabelada e os elefantes bêbados, nas imagens da posse do novo governador da Paraíba.
Depois de meses pensando, se eu fosse candidato a governador, mesmo que a minha vontade fosse uma invenção ora cantada, não seria uma visão econômica. O que seria de mim, um repórter indo ao Conservatório Dramático do Poder, tendo que atender deputados e seus pedidos trombadilhos…
Mãos à obra – de boa e sorte muita sorte aos que decidiram entrar no páreo. Até pensei em convidar o jornalista Lenilson Guedes para vice, mas ele não topou e eu nem cheguei a chamar para não gastar o verbo na injusta verda da posição simplória da confusa candidatura minha.
Sol, selva, sertão, Pindorama, mulata, maracujá, vou ali e volto já, céu de anil celebrando a tradição romântica e ufanista, minha terra não tem palmares, talvez palmeiras, mas está difícil até entrar na Academia Paraibana de Letras, depois do “esporro” que o imortal Hildeberto Boarbosa deu nos pretendestes.
Mas voltando ao tema, não apenas à intensidade do que a imaginação capturava ou punha à solta, parece que tem gente que adora cair no ´conto do vigário´. Será que algum candidato se arrependeu? – agora é tarde, Ignez é Marta.
O caráter sugestivo é outra coisa,
Assim, através (odeio essa palavra, acho melhor por meio) da minha participação jornalística contínua, jamais poderia me envolver com a irrealidade da política, a sua individualização progressiva que é tão estranha quanto a que se extrai aos poucos a individualidade singular de um homem sério.
Adeus Brasil dos feijões, dos biscoitos, pernas duras, bambas, seios de borracha, bundas, peitos, línguas e tudo é muito mais.
Que falta faz O Pasquim!
Kapetadas
1 – O pensamento crítico morreu de overdose de trending topics.
2 – Não há nada mais cenográfico do que um vice.
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